sábado, 7 de janeiro de 2012

ACONTECEU PSOL- FÊRA 2011






Na passeata gay 2011 levantando a bandeira da igualdade na diversidade.

Com a participação das mulheres frente às lutas e aos debates!!!


Junto aos jovens do bairro Feira VII, lutando pelo espaço da juventude na comunidade! O CAIQUE é nosso!!


PSOL Debate. Na UEFS , promovendo debates e diálogos entre a comunidade, juntamente com o deputado Jean Wyllys, Jorge Almeida, Fábio Nogueira e Gregório Bruning. Contra toda hegemonia!

domingo, 3 de julho de 2011

Bando Anunciador de Santana 2011


O Bando Anunciador da Festa de Sant’Anna tradicionalmente anunciava o início da festa religiosa em homenagem a Senhora Santana, Padroeira da cidade. Extinto nos anos 1980  pela  igreja católica, e resgatado em 2007 pelo CUCA - Centro Universitário de Cultura e Arte, de maneira irreverente e lúdica, vem manifestando a cultura popular, além de apresentar um forte viés político.

Seguindo o Bando, ao som da fanfarra com canções populares, do samba de roda, ou do grito do Afoxé, encontramos um pedaço de diversos segmentos da população feirense, desde estudantes, artistas, intelectuais, políticos, enfim.
As vozes representadas no Bando Anunciador são aquelas que gritam por justiça social, equidade, e democracia. Foram os estudantes lembrando o descaso com a educação no município, o MSTB lembrando a política de exclusão dos centros urbanos, e o descaso com as periferias da cidade, mulheres (Versão Marcha das Vadias) e homossexuais lembrando a luta pela equidade em direitos, o respeito ao corpo e a individualidade.

O Bando percorreu algumas ruas antigas da cidade, passando por lugares onde estão alguns prédios antigos e mal cuidados. Infelizmente não houve uma cobertura dos canais de TV, o que só revela a ausência da imprensa nos momentos mais belos de manifestações populares, e consequentemente dos espaços de discussão e construção coletiva. O prefeito também esteve ausente, assim como ausente está o mesmo e seu governo para diversos segmentos da população feirense.

O PSOL – Partido Socialismo e Liberdade esteve presente e levantou seu estandarte que mostrava uma charge com as figuras do Prefeito Tarcísio Pimenta e do Deputado Estadual Zé Neto, os quais representavam marionetes nas mãos de suas próprias ações, do Sincol e de uma Construtora bem conhecida na cidade, suspeita de suas ações de monopólio no setor de construção civil.

Fala o povo, os estudantes, os intelectuais, os artistas, os militantes, fala quem quiser ....e assim deve ser se queremos construir uma real democracia!! A versão do Bando Anunciador 2011 foi um pequeno retrato da força e expressão popular do povo feirense e de seu poder articulador e político. Que venha o Bando 2012!!



sexta-feira, 20 de maio de 2011

Assédio sexual é crime, o caso Strauss-Kahn


Assédio sexual é uma forma de violência contra a mulher reconhecida na carta internacional dos direitos humanos. Mas, apesar disso, as vítimas de violação são geralmente, banalizadas e excluídas, sem ter direito a nenhum tipo de apoio. Pelo contrário, muitas vezes, têm suas privacidades invadidas, e sua reputação posta em questão. Como no caso Strauss-Kahn, o debate público, desviou o quadro para mostrar a incompatibilidade entre violação sexual e poder. De um lado o poderoso chefe do FMI, e do outro a estrangeira africana, camareira de um hotel. Especulou-se sobre o seu nome até divulgarem, finalmente, a sua identidade, violando o direito da vítima de ter sua identidade sob sigilo. Fizeram comentários sobre o seu corpo e aparência sexual, buscando através disso justificar ou contrariar o acontecido. Um absurdo! Ela até foi acusada de se beneficiar do episódio.

Todos os dias, no mundo inteiro, mulheres são vítimas de assédio sexual. E infelizmente, o medo de serem mal interpretadas, discriminadas ou postas à margem, tem inibido muitas delas de se posicionarem. Na Europa, uma em cada dez mulheres tiveram algum tipo de experiencia com violência sexual. Entre 40 e 90% das mulheres na Europa, já sofreram algum tipo de assédio sexual. Aqui nos Trópicos não fica distante disso! O assédio segue as mulheres nas paradas de ônibus, nas ruas, nas feiras livres, no próprio trabalho, e até entre os colegas, amigos, entre a família. Aquela velha “cantada”, que já se tornou “normal”, “aceitável”, e que espera-se que seja vista com bons olhos. E quem quiser que vá reclamar! Falar sobre isso? Coisa de quem não tem o que fazer. È só mais uma cantadinha!

Em geral, a violação não é tratada como crime. As vítimas são estigmatizadas como se elas mesmas fossem responsáveis pelo assédio sofrido, o que acaba sendo um dos fatores que faz com que a sociedade trate os casos de violência sexual de maneira banal e leviana. Não podemos aceitar uma sociedade que banaliza os crimes contra as mulheres ao mesmo tempo que diz comemorar as suas conquistas!